CURSO ON-LINE “NIETZSCHE PARA ESPÍRITOS LIVRES”
A maioria dos autores e comentadores da obra de Nietzsche são unânimes em reconhecer que seu objetivo é a formação de um ser humano de melhor qualidade, a partir de novos valores e de uma nova concepção da própria educação. Nessa perspectiva, estou dando a oportunidade aos leitores do meu blog de conhecerem "quem foi esse filósofo" e "qual a importância da sua obra". Antes, porém, abro esta seção transcrevendo alguns comentários de pessoas envolvidas com a filosofia nietzschiana no Brasil:
"O objeto privilegiado da análise de Nietzsche será a nossa "civilização", Essa atenção dirigida à civilização não é senão a consequência daquilo que será, para Nitzsche, a tarefa essencial da filosofia: a "educação superior da humanidade"."
(Bernadette Siqueira Abrão - A História da Filosofia)
)
“Tomando como base os recentes lançamentos editoriais, tem-se a impressão de que a filosofia do pensador alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche jamais esteve tão em voga. Nos cursos universitários ou livres, o interesse é ainda mais patente, mesmo num país periférico no campo das ideias e do pensamento filosófico como o Brasil."
(Fábio Cardoso - Revista Conhecimento Prático – Filosofia Nº17)
“A obra de Nietzsche permanece inteiramente atual, na medida em que prenuncia grande parte do que foi desenvolvido ao longo do século XX. “Ser nietzschiano” significa não apenas estudar um sistema de pensamento, mas aderir a um modo de vida."
(Sílvia Pimentel Velloso Rocha – Revista Entre Livros Nº18)
“Eu tenho a impressão de que esse fenômeno Nietzsche é algo corrente, uma vez que não é algo corrente apenas nos dias de hoje, mas algo que ocorre há mais de cem anos. A imagem que está ligada à figura do filósofo foi sempre a imagem do iconoclasta, do grande revolucionário; daquele que vai promover uma grande transformação e, em particular, uma mudança no comportamento.”
(Scarlett Marton – organizadora dos Cadernos Nietzsche)
Conhecer a vida e a obra desse filósofo é, e sempre foi, de grande valia, uma vez que o pensamento nietzschiano se apresenta como um desafio constante para a cultura, a moral, a religião e a educação de qualquer sociedade.
Este curso permitirá a você um contato próximo com os principais detalhes da história do pensador alemão, assim como com suas obras de maior relevância. Mais de 10 obras serão apresentadas e comentadas aqui, de forma que você fique por dentro do universo nietzschiano e enriquecido do saber filosófico.
Este curso estará disponível para você gratuitamente, sem qualquer tipo de despesa. Peço apenas que, em retribuição a isso, você siga o blog, promova-o entre seus amigos e parentes e, se possível, faça um convite para uma palestra ou aula presencial, na sua escola ou faculdade, entre seus amigos, funcionários ou colegas de trabalho.
No mais, bom estudo e MUITO OBRIGADO!
quarta-feira, 9 de março de 2011
FILOSOFIA & TERAPIA
A FILOSOFIA E A ARTE DE CUIDAR
Em seu artigo A Época da Imagem do Mundo, Heidegger nos diz: “A Filosofia é reflexão. E reflexão é a coragem de tornar o axioma de nossas verdades e o âmbito de nossos fins em coisas que, sobretudo, são dignas de serem chamadas em questão”.
A Filosofia, então, nos faz rever nossas verdades, nossas crenças, nossos preconceitos, nossos valores e projetos. Isto é, ela nos faz pensar. Quando pensamos, transformamos nossas crenças e, consequentemente, transformamos nosso jeito de viver.
Terapia é uma palavra que quer dizer ‘assistir’, ‘cuidar’, ‘tratar’ ou ‘velar’ pelo ser. Este significado, que se mantém também em hebraico, indicava a atividade dos primeiros terapeutas. Intérpretes das Escrituras, eles tinham as questões espirituais como seu “objeto de cuidado”. O uso do termo terapia teve como primeira finalidade distinguir os cuidados espirituais, ou da alma, dos cuidados do corpo, realizados pela Medicina.
Na qualidade de intérpretes das Escrituras, os terapeutas eram vistos por Fílon de Alexandria como aqueles indivíduos dotados da ‘arte da interpretação’. Os terapeutas eram aqueles homens que queriam ‘ver com clareza’. Por isso mesmo, eles seriam, antes de tudo, hermeneutas, intérpretes do sentido.
O terapeuta cuida também de sua Ética, isto é, vigia sobre seu desejo, a fim de se ajustar ao fim que fixou para si; este ‘cuidado ético’ pode fazer dele um ser feliz, ‘são’ e simples (não dois, não dividido em si mesmo), isto é, um ‘sábio’ – um terapeuta não cura, ele cuida.
O objeto da terapia é diverso,pois o que cabe na alma e o que cabe no ser, alvos originários da terapia, é indefinível. Cabem as angústias, idiossincrasias, as loucuras, a Ética, os desejos, a felicidade, imagens, pensamentos, palavras. Nenhuma prática ou ciência, assim, detém a propriedade da terapia. Para Fílon de Alexandria, o terapeuta tem por propósito compreender com clareza o ser, interpretar seu sentido, empreender uma hermenêutica do ser. Ora, esse também é o propósito que instaura a Filosofia.
Não fazemmos nada com a Filosofia – ela é que faz alguma coisa conosco. O pensar filosófico, portanto, tem uma maneira específica de agir. Ele nos mobiliza, nos provoca e convoca para a ação no mundo. São os pensamentos que promovem revoluções e toda transformação da história dos homens.
Ћ - Como vemos, uma terapia que não se baseia na Filosofia, ou seja, que não tem por objetivo primeiro e último cuidar do ser, não passa de uma técnica paliativa e sem resultados definitivos. Sua eficácia é momentânea e, enquanto dá alívio imediato aos efeitos, não se ocupa da causa ou causas e mascara o ‘mal’ (a enfermidade do ser) às custas de um corpo aliviado. A T.H* tem seu fundamento na Filosofia (tanto a ocidental, quanto a oriental) e, como uma verdadeira terapia, não ministra placebos nem produz milagres. Há um tempo para cada coisa debaixo do sol.Pense nisso!!!
* Fonte: O texto acima é uma adaptação da entrevista com a Professora e Filósofa Dulce Critelli, publicada na Revista Filosofia – Ciência & Vida Ano III Nº 31.
Em seu artigo A Época da Imagem do Mundo, Heidegger nos diz: “A Filosofia é reflexão. E reflexão é a coragem de tornar o axioma de nossas verdades e o âmbito de nossos fins em coisas que, sobretudo, são dignas de serem chamadas em questão”.
A Filosofia, então, nos faz rever nossas verdades, nossas crenças, nossos preconceitos, nossos valores e projetos. Isto é, ela nos faz pensar. Quando pensamos, transformamos nossas crenças e, consequentemente, transformamos nosso jeito de viver.
Terapia é uma palavra que quer dizer ‘assistir’, ‘cuidar’, ‘tratar’ ou ‘velar’ pelo ser. Este significado, que se mantém também em hebraico, indicava a atividade dos primeiros terapeutas. Intérpretes das Escrituras, eles tinham as questões espirituais como seu “objeto de cuidado”. O uso do termo terapia teve como primeira finalidade distinguir os cuidados espirituais, ou da alma, dos cuidados do corpo, realizados pela Medicina.
Na qualidade de intérpretes das Escrituras, os terapeutas eram vistos por Fílon de Alexandria como aqueles indivíduos dotados da ‘arte da interpretação’. Os terapeutas eram aqueles homens que queriam ‘ver com clareza’. Por isso mesmo, eles seriam, antes de tudo, hermeneutas, intérpretes do sentido.
O terapeuta cuida também de sua Ética, isto é, vigia sobre seu desejo, a fim de se ajustar ao fim que fixou para si; este ‘cuidado ético’ pode fazer dele um ser feliz, ‘são’ e simples (não dois, não dividido em si mesmo), isto é, um ‘sábio’ – um terapeuta não cura, ele cuida.
O objeto da terapia é diverso,pois o que cabe na alma e o que cabe no ser, alvos originários da terapia, é indefinível. Cabem as angústias, idiossincrasias, as loucuras, a Ética, os desejos, a felicidade, imagens, pensamentos, palavras. Nenhuma prática ou ciência, assim, detém a propriedade da terapia. Para Fílon de Alexandria, o terapeuta tem por propósito compreender com clareza o ser, interpretar seu sentido, empreender uma hermenêutica do ser. Ora, esse também é o propósito que instaura a Filosofia.
Não fazemmos nada com a Filosofia – ela é que faz alguma coisa conosco. O pensar filosófico, portanto, tem uma maneira específica de agir. Ele nos mobiliza, nos provoca e convoca para a ação no mundo. São os pensamentos que promovem revoluções e toda transformação da história dos homens.
Ћ - Como vemos, uma terapia que não se baseia na Filosofia, ou seja, que não tem por objetivo primeiro e último cuidar do ser, não passa de uma técnica paliativa e sem resultados definitivos. Sua eficácia é momentânea e, enquanto dá alívio imediato aos efeitos, não se ocupa da causa ou causas e mascara o ‘mal’ (a enfermidade do ser) às custas de um corpo aliviado. A T.H* tem seu fundamento na Filosofia (tanto a ocidental, quanto a oriental) e, como uma verdadeira terapia, não ministra placebos nem produz milagres. Há um tempo para cada coisa debaixo do sol.Pense nisso!!!
* Fonte: O texto acima é uma adaptação da entrevista com a Professora e Filósofa Dulce Critelli, publicada na Revista Filosofia – Ciência & Vida Ano III Nº 31.
quinta-feira, 3 de março de 2011
AGRADECIMENTOS
CREDO QUIA ABSURDUM
Gostaria de agradecer a todos os amigos e simpatizantes da causa do MOFICUSHINTH*. Em especial, sem detrimento dos demais, àqueles que enviaram alguma contribuição ou se tornaram parceiros, criando oportunidades para novas atividades - estes são, sem dúvida os grandes suportes desta causa.
A efetivação da amizade, às vezes, prescinde de maiores esclarecimentos e explicações, e a boa vontade diz mais de uma amizade do que mil "palavras". Desde que nos lançamos em campanha, muitas promessas foram feitas, a maioria não passaram de "palavras vazias". Talvez, ali houvesse até um sentimento sincero e uma boa intenção, mas não passaram disso, e causaram o mal da "expectativa desvanecida".É verdade que no futuro muitos dirão que apoiaram, mas o fato real é que "aquele que comigo não ajunta, espalha" e saberemos bem quem "VENCEU CONOSCO".
Nunca, na História da Humanidade, houve algo de notório e espetacular que tenha nascido da ação de homens mesquinhos e medíocres (e a História nunca mente), portanto, aquele que não se fizer maior do que os demais do seu tempo, ainda que se sinta "um indivíduo", será, para os anais da História,"multidão", ou, nas palavras de Schopenhauer, "mais um produto industrial da natureza".
Eu, particularmente, não me admito entre "os medíocres" e, portanto, me pretendo ladeado por outros que também, como eu, não se admitem.
Se até aqui o óbvio foi regra e lei, doravante, deve haver "fagulhas de surpresas e novidades", pelo menos para aqueles que têm olhos para ver, ou, mais extremamente, para os que creem que "o absurdo é possível".
Pessoalmente, tenho feito conquistas que, por si mesmas, dizem do valor do meu trabalho como filósofo, poeta, escritor, músico e professor. Considero todas essas conquistas "pontos ganhos" para este Movimento, porque nunca meu coração pulsou tão empolgado por uma causa; creio mesmo que nunca amei tanto quanto estou amando hoje; nunca olhei com tanta suspeita de que a Vida finalmente seria solo fértil para algo de valor; nunca antes convoquei soldados para um "front" no qual os inimigos fossem a ignorância, a superstição e a desvalorização do homem em favor de crenças, culturas e tradições medievas.
É com esse espírito que desejo abraçar a todos que, de uma forma ou de outra, têm sido, até aqui, os verdadeiros executores desta minha empreitada.
Às vezes, é preciso acreditar mesmo no absurdo para que a realidade a nossa volta não permaneça a obviedade monótona e inexorável que se impõe indefinidamente e oprime nossas vidas, mantendo-as pequenas e sem luz.
MUITÍSSIMO OBRIGADO, MEUS CAROS AMIGOS!!!
Gostaria de agradecer a todos os amigos e simpatizantes da causa do MOFICUSHINTH*. Em especial, sem detrimento dos demais, àqueles que enviaram alguma contribuição ou se tornaram parceiros, criando oportunidades para novas atividades - estes são, sem dúvida os grandes suportes desta causa.
A efetivação da amizade, às vezes, prescinde de maiores esclarecimentos e explicações, e a boa vontade diz mais de uma amizade do que mil "palavras". Desde que nos lançamos em campanha, muitas promessas foram feitas, a maioria não passaram de "palavras vazias". Talvez, ali houvesse até um sentimento sincero e uma boa intenção, mas não passaram disso, e causaram o mal da "expectativa desvanecida".É verdade que no futuro muitos dirão que apoiaram, mas o fato real é que "aquele que comigo não ajunta, espalha" e saberemos bem quem "VENCEU CONOSCO".
Nunca, na História da Humanidade, houve algo de notório e espetacular que tenha nascido da ação de homens mesquinhos e medíocres (e a História nunca mente), portanto, aquele que não se fizer maior do que os demais do seu tempo, ainda que se sinta "um indivíduo", será, para os anais da História,"multidão", ou, nas palavras de Schopenhauer, "mais um produto industrial da natureza".
Eu, particularmente, não me admito entre "os medíocres" e, portanto, me pretendo ladeado por outros que também, como eu, não se admitem.
Se até aqui o óbvio foi regra e lei, doravante, deve haver "fagulhas de surpresas e novidades", pelo menos para aqueles que têm olhos para ver, ou, mais extremamente, para os que creem que "o absurdo é possível".
Pessoalmente, tenho feito conquistas que, por si mesmas, dizem do valor do meu trabalho como filósofo, poeta, escritor, músico e professor. Considero todas essas conquistas "pontos ganhos" para este Movimento, porque nunca meu coração pulsou tão empolgado por uma causa; creio mesmo que nunca amei tanto quanto estou amando hoje; nunca olhei com tanta suspeita de que a Vida finalmente seria solo fértil para algo de valor; nunca antes convoquei soldados para um "front" no qual os inimigos fossem a ignorância, a superstição e a desvalorização do homem em favor de crenças, culturas e tradições medievas.
É com esse espírito que desejo abraçar a todos que, de uma forma ou de outra, têm sido, até aqui, os verdadeiros executores desta minha empreitada.
Às vezes, é preciso acreditar mesmo no absurdo para que a realidade a nossa volta não permaneça a obviedade monótona e inexorável que se impõe indefinidamente e oprime nossas vidas, mantendo-as pequenas e sem luz.
MUITÍSSIMO OBRIGADO, MEUS CAROS AMIGOS!!!
terça-feira, 1 de março de 2011
FILOSOFIA & HOLISMO
A CURA QUÂNTICA E A TERAPIA HARI*
Há muito se têm propagado conceitos de medicina holística, na qual mente e corpo devem atuar em perfeita consonância.O médico hindu Dr. Deepak Chopra, associando seus conhecimentos da medicina moderna ocidental à antiga sabedoria indiana conhecida como ayurveda, elaborou uma nova proposta de tratamento que denominou "a cura quântica" (a capacidade de um modo de consciência - a mente - para corrigir espontaneamente os erros em outro modo de consciência - o corpo). Sua teoria é baseada em conhecimentos milenares, recolhidos através dos Vedas, que traduzem a sabedoria dos rishis (iluminados).
A cura quântica do Dr. Chopra é baseada no quantum, que, segundo sua definição, é "um salto descontínuo de um nível de função para outro, mais elevado: a transição quântica". O ponto básico é aceitar que toda forma de energia é constituída por essa unidade mínima, que não pode ser subdividida em nada menor. "Unir, no sentido em que os físicos usam a palavra, significa provar que duas coisas podem se transformar cada uma na outra, num nível mais profundo da natureza", diz o doutor, e acrescenta: "transcender significa também entender que a realidade começa aqui dentro".
A medicina holística do Dr. Chopra também fundamenta alguns princípios da T.H* (embora aquela proponha a cura física propriamente dita, enquanto esta não foi desenvolvida para tal). O ponto em comum é que existe para ambas uma unidade indivisível que se encontra apenas num nível extremamente sutil e profundo. Para a T.H* essa unidade é denominada "jiva" (enquanto existência efetiva no mundo), ou "atman" (como essência ainda mais sutil dessa efetivação).
Resumindo, para a T.H*, promover "a cura real e definitiva" (que não pode ser confundido com o fim dos males existenciais e sim como a compreensão de como eles se produzem e podem ser eliminados)é "retornar" ou "reduzir-se" até o nível do jiva para só então, estando diante das "causas verdadeiras e originais", suspender seus "efeitos reais". Em outras palavras: curar um mal é cortá-lo pela raiz e não tratá-lo com paliativos. Pense nisso!!!
Há muito se têm propagado conceitos de medicina holística, na qual mente e corpo devem atuar em perfeita consonância.O médico hindu Dr. Deepak Chopra, associando seus conhecimentos da medicina moderna ocidental à antiga sabedoria indiana conhecida como ayurveda, elaborou uma nova proposta de tratamento que denominou "a cura quântica" (a capacidade de um modo de consciência - a mente - para corrigir espontaneamente os erros em outro modo de consciência - o corpo). Sua teoria é baseada em conhecimentos milenares, recolhidos através dos Vedas, que traduzem a sabedoria dos rishis (iluminados).
A cura quântica do Dr. Chopra é baseada no quantum, que, segundo sua definição, é "um salto descontínuo de um nível de função para outro, mais elevado: a transição quântica". O ponto básico é aceitar que toda forma de energia é constituída por essa unidade mínima, que não pode ser subdividida em nada menor. "Unir, no sentido em que os físicos usam a palavra, significa provar que duas coisas podem se transformar cada uma na outra, num nível mais profundo da natureza", diz o doutor, e acrescenta: "transcender significa também entender que a realidade começa aqui dentro".
A medicina holística do Dr. Chopra também fundamenta alguns princípios da T.H* (embora aquela proponha a cura física propriamente dita, enquanto esta não foi desenvolvida para tal). O ponto em comum é que existe para ambas uma unidade indivisível que se encontra apenas num nível extremamente sutil e profundo. Para a T.H* essa unidade é denominada "jiva" (enquanto existência efetiva no mundo), ou "atman" (como essência ainda mais sutil dessa efetivação).
Resumindo, para a T.H*, promover "a cura real e definitiva" (que não pode ser confundido com o fim dos males existenciais e sim como a compreensão de como eles se produzem e podem ser eliminados)é "retornar" ou "reduzir-se" até o nível do jiva para só então, estando diante das "causas verdadeiras e originais", suspender seus "efeitos reais". Em outras palavras: curar um mal é cortá-lo pela raiz e não tratá-lo com paliativos. Pense nisso!!!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
SERVIÇOS DO PROF. JAYA
INVISTA EM VOCÊ
● Aulas de Inglês, Redação, Filosofia ou Violão por apenas R$ 25,00 (hora/aula) ou R$ 160,00 (mensais). Cursos on-line disponíveis (ver blog).
● Trabalhos escolares e universitários (exceto Monografia); pesquisas, resenhas, resumos, análise de textos etc. (A partir de R$10,00).
● Shows de Voz & Violão, com o melhor da MPB, do Pop Nacional e Internacional, da MPM, para todos os tipos de eventos e encontro de amigos. (A partir de R$ 100,00 a hora).
● Palestras sobre a Terapia Hari* (duração mínima de 90 minutos), com direito a perguntas e respostas no final e uma entrevista/consulta a agendar. Apenas R$ 20,00 por pessoa, para um mínimo de 15 participantes por palestra.
● Aulas de Inglês, Redação, Filosofia ou Violão por apenas R$ 25,00 (hora/aula) ou R$ 160,00 (mensais). Cursos on-line disponíveis (ver blog).
● Trabalhos escolares e universitários (exceto Monografia); pesquisas, resenhas, resumos, análise de textos etc. (A partir de R$10,00).
● Shows de Voz & Violão, com o melhor da MPB, do Pop Nacional e Internacional, da MPM, para todos os tipos de eventos e encontro de amigos. (A partir de R$ 100,00 a hora).
● Palestras sobre a Terapia Hari* (duração mínima de 90 minutos), com direito a perguntas e respostas no final e uma entrevista/consulta a agendar. Apenas R$ 20,00 por pessoa, para um mínimo de 15 participantes por palestra.
FILOSOFIA & SABEDORIA
SABEDORIA INDÍGENA
“Somente depois da última árvore derrubada, depois do último animal extinto, e quando houver apenas um rio poluído e sem peixe, o homem irá ver que dinheiro não se come”.
Ћ - Não podemos esperar que alguém faça a nossa parte e temos de agir agora, mesmo que milhões de outras pessoas irresponsáveis e ignorantes continuem pensando que os problemas do mundo são problemas dos governos e não dos indivíduos. É duro saber que uns poucos estão trabalhando conscientes em prol do nosso planeta (em favor de todos nós, na verdade), enquanto a maioria “num tá nem aí!”. Faça sua parte! Nos filmes hollywoodianos, nos desenhos animados e nas revistas em quadrinho há muitos heróis tentando salvar este planeta das garras de vilões perigosíssimos. Na vida real, a gente mesmo é que tem ser “o herói”, sacou? Pense nisso!!!
“Somente depois da última árvore derrubada, depois do último animal extinto, e quando houver apenas um rio poluído e sem peixe, o homem irá ver que dinheiro não se come”.
Ћ - Não podemos esperar que alguém faça a nossa parte e temos de agir agora, mesmo que milhões de outras pessoas irresponsáveis e ignorantes continuem pensando que os problemas do mundo são problemas dos governos e não dos indivíduos. É duro saber que uns poucos estão trabalhando conscientes em prol do nosso planeta (em favor de todos nós, na verdade), enquanto a maioria “num tá nem aí!”. Faça sua parte! Nos filmes hollywoodianos, nos desenhos animados e nas revistas em quadrinho há muitos heróis tentando salvar este planeta das garras de vilões perigosíssimos. Na vida real, a gente mesmo é que tem ser “o herói”, sacou? Pense nisso!!!
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
FILOSOFIA & COTIDIANO
HÁ AMIGOS E HÁ BAJULADORES TAMBÉM*
A filosofia de Plutarco (~47-120 d.C.) configura-se como oposta às abstrações platônicas e aristotélicas e igualmente contrária à indiferença dos estóicos e epicuristas em relação à vida pública. O apego de Plutarco ao subjetivo e a ligação deste com a vida social fazem do pensador um dos prediletos de Montaigne, Shakespeare e Schiller.
Como distinguir o amigo do bajulador é um dos 83 textos que compõem a obra Moralia. Consiste em um trabalho rico de citações de filósofos, das tragédias e da mitologia gregas. Ao tentar abordar a distinção entre o bajulador e o amigo, Plutarco inicia o livro explorando o tema do amor próprio. [...] O excesso de amor-próprio é a causa de muitos problemas e, por isso, todo excesso deve ser combatido como um desequilíbrio que ocasiona a doença do corpo.
Tal vaidade facilita o aparecimento dos bajuladores. Plutarco não se preocuparia com a bajulação se esta atingisse apenas os homens vis ou pobres. Entretanto, ela é destinada sempre aos poderosos, uma vez que são esses que possuem as coisas desejadas pelo bajulador ou que, por uma questão de poder ou prestígio, podem ajudar os bajuladores a obtê-las. Tal afirmativa do filósofo deve ser compreendida dentro do contexto do Império Romano. Em Roma, era comum o uso da bajulação na vida pública, nos tribunais e nos discursos. O apelo retórico e a deturpação da própria retórica, por meio do exagero, tornam-se, no entender do pensador, a causa da ruína de muitos impérios.
Ћ - Já não há mais impérios como o Romano, mas, sem dúvida, “bajulação” é um negócio que atravessou séculos e continua arruinando qualquer suposta “boa amizade” em pleno século XXI. Porém, há os que gostam, e gostam muito de ser bajulados, apenas fingem que se incomodam, por isso ainda são comuns os bajuladores por aqui. Um verdadeiro amigo é uma “jóia rara” e deve ser bajulado como tal (mas “bajulado” aqui é em outro sentido, tá legal?). Cuidem bem dos seus amigos e... cuidado! Há sempre um bajulador à espreita, saiba reconhecer. Pense nisso!!!
* Fonte: Revista Discutindo Filosofia Ano 1 Nº4, Seção Moral, p. 27, Texto “Reconheça o verdadeiro amigo”, de Marcio Gimenes de Paula.
A filosofia de Plutarco (~47-120 d.C.) configura-se como oposta às abstrações platônicas e aristotélicas e igualmente contrária à indiferença dos estóicos e epicuristas em relação à vida pública. O apego de Plutarco ao subjetivo e a ligação deste com a vida social fazem do pensador um dos prediletos de Montaigne, Shakespeare e Schiller.
Como distinguir o amigo do bajulador é um dos 83 textos que compõem a obra Moralia. Consiste em um trabalho rico de citações de filósofos, das tragédias e da mitologia gregas. Ao tentar abordar a distinção entre o bajulador e o amigo, Plutarco inicia o livro explorando o tema do amor próprio. [...] O excesso de amor-próprio é a causa de muitos problemas e, por isso, todo excesso deve ser combatido como um desequilíbrio que ocasiona a doença do corpo.
Tal vaidade facilita o aparecimento dos bajuladores. Plutarco não se preocuparia com a bajulação se esta atingisse apenas os homens vis ou pobres. Entretanto, ela é destinada sempre aos poderosos, uma vez que são esses que possuem as coisas desejadas pelo bajulador ou que, por uma questão de poder ou prestígio, podem ajudar os bajuladores a obtê-las. Tal afirmativa do filósofo deve ser compreendida dentro do contexto do Império Romano. Em Roma, era comum o uso da bajulação na vida pública, nos tribunais e nos discursos. O apelo retórico e a deturpação da própria retórica, por meio do exagero, tornam-se, no entender do pensador, a causa da ruína de muitos impérios.
Ћ - Já não há mais impérios como o Romano, mas, sem dúvida, “bajulação” é um negócio que atravessou séculos e continua arruinando qualquer suposta “boa amizade” em pleno século XXI. Porém, há os que gostam, e gostam muito de ser bajulados, apenas fingem que se incomodam, por isso ainda são comuns os bajuladores por aqui. Um verdadeiro amigo é uma “jóia rara” e deve ser bajulado como tal (mas “bajulado” aqui é em outro sentido, tá legal?). Cuidem bem dos seus amigos e... cuidado! Há sempre um bajulador à espreita, saiba reconhecer. Pense nisso!!!
* Fonte: Revista Discutindo Filosofia Ano 1 Nº4, Seção Moral, p. 27, Texto “Reconheça o verdadeiro amigo”, de Marcio Gimenes de Paula.
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